sexta-feira, 21 de março de 2014

DO PRECONCEITO

A dor moral do preconceito sofrido dilacera a alma da vítima como um punhal a rasgar a carne. Ofende diretamente a todos.
A quem foi dirigido e a sociedade, tanto o grupo étnico específico, quanto aqueles que como nós se indignam visceralmente contra o ataque dito imaterial, quanto suas repercussões físicas mundo afora.
Somos todos negros, judeus, muçulmanos, índios, homossexuais, putas. Somos a Raça Humana.
A bofetada tem que ser social mesmo, geral. A condenação indulgente transforma a reprovação do ato em nada.
Não nascemos preconceituosos, a lição é passada culturalmente.
Outro dia li em uma entrevista com o antropólogo Kabengele Munanga, professor da USP, que argumenta que o racismo no Brasil é um crime perfeito.
Concordo. De fato o é. O a sociedade brasileira é co-autora, partícipe e cúmplice. Condenamos de público, mas inertes restamos.

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